Éssipê


Espaços compartilhados separados

Sobre, sob, sub, mundo

Pedaços quadrados de ninguém

Medos guardados de alguém

Não mede, não dá pra medir

Porém, tem um porém:

viver em caixa se encaixa no desejo de liberdade?

Voar e não sentir o vento,

que loucura a cidade!

A noite sumiu, o dia durou,

nada e tudo aconteceu

Em meu peito, meu coração não sentiu

nem na Ipiranga, nem na são João

Mas ele descobriu que é marítimo,

que é de outra embarcação

Ser leve ou pesado aqui não é o caso

Você precisa dar pra poder caber

Se não der, vacilou, mané

Lata, lixo, luto, luxo

Eu tô no beco, na bica, na boca, no céu

Tô ficando louca

Mas não... não se desespere.

Se eu desaparecer,

a Bahia é onde vou descer.

Aqui finco meu sentimento estranho por éssipê.