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Além de tudo que não sei, sou artista, criativa e curiosa em eterna trans(formação). Sou habitante deste planeta, mas me comunico com outros universos através da arte. Acredito no amor, na criatividade, no conhecimento, na natureza, na educação, na cultura e no eterno movimento das coisas como peças fundamentais para a saúde da humanidade e um futuro acolhedor. Prezo por conteúdos afetivos, um empreendedorismo responsável, um consumo consciente e uma comunicação acessível e não violenta. Tenho a sorte de ter como ferramentas principais de micro revoluções as mesmas coisas que eu usava para brincar na infância: lápis, papel, pincel, tinta, cola e tesoura.

Além de trabalhos com murais, colagem analógica e ilustração, me aventuro também em outras áreas. Me interesso muito por processos criativos, educação não formal, literatura, empreendedorismo, decoração, filosofia, espiritualidade, tecnologia, dança, teatro, feminismo e outras mil coisas! Defendo o acesso à informação e valorização da cultura. Gosto de aprender fazendo. Sou leonina criativa com ascendente em peixes distraídos. Vivo no mundo da lua, mas sou filha do sol quente que arde na cidade de Salvador. É uma honra ser filha da Bahia! Também sou filha de Dalila e de Roger, e irmã de Pedro.

Nessa trajetória, já tive trabalhos publicados na Zine XXX, nas revistas FarpaFraude, Marie Claire e na Muito; no site da Posca e no Inspi Blog. Em 2018, fui uma das 365 mulheres selecionadas pelo projeto "Todo Dia Delas", do Huffpost Brasil em parceria com a C&A. Ministrei oficinas na Caixa Cultural Salvador, na Escola Cafeína e no World Creativity Day, na Escola de Belas Artes da UFBA. Em 2020, fui uma das artistas selecionadas do Festival Concreto e tive uma arte estampando a empena de um prédio em Fortaleza.

 

Também sou idealizadora da Liga Baiana de Colagem e, junto com meu pai, exploro universos musicais vinílicos na loja Os Discos Voadores.

Prazer! 🙃💛

Formação:

- Bacharelado Interdisciplinar em Artes, na Universidade Federal da Bahia

- Empreendedorismo, na Escola Cafeína

LINHA DO TEMPO

2012 e 2013

ENSINO MÉDIO, DINHEIRO PRO LANCHE E FACEBOOK 

Nesse período, estava cursando os últimos anos do ensino médio e meus cadernos tinham mais desenhos do que anotações. Decidi organizar as artes em algum lugar e criei uma página no Facebook e no Tumblr, chamada Traçando, que mais tarde evoluiu para Traçando Estúdio Criativo. Não era minha intenção, mas aos poucos foi chegando cada vez mais gente por lá e, pouco tempo depois, meus desenhos estavam sendo acompanhados por mais de 30 mil seguidores.

 

Meu trabalho flertava com muitas coisas: ilustrações, quadrinhos, retratos realistas, customização de blusas e objetos, colagens, mandalas... Tive uma personagem especial chamada Filó, que sempre aparecia e fazia o maior sucesso. Ela acabou me levando para conhecer outras mulheres quadrinistas, até que surgiu o convite para participar da Zine XXX, uma produção de quadrinho independente feminina. Foi a primeira vez que entendi que o que eu fazia poderia se desdobrar em coisas maiores. 

 

Comecei a vender alguns trabalhos no colégio e aos poucos fui recebendo encomendas. Meu ateliê se resumia a uma mesa em L que ficava no meu quarto, onde eu também estudava para o ENEM. O dinheiro que eu cobrava pagava meu lanche do intervalo e alguma caneta nova! rs

No 3º ano, criei uma intervenção artística no mural da sala, toda segunda-feira. Tive alguns problemas com a direção e alguns professores, mas o saldo foi bem positivo. A maioria das pessoas gostava muito. Nessa época, uma amiga criou uma conta no Instagram pra mim, já que meu celular era bem precário. Isso ajudou a divulgar ainda mais minhas ideias e me fez ter certeza que era nesse caminho profissional que queria seguir. Prestei vestibular para Publicidade e Propaganda na Unifacs e Bacharelado Interdisciplinar em Artes, na UFBA. Passei e decidi que iria cursar as duas ao mesmo tempo.

2014 a 2017

FACULDADE E EXPERIMENTAÇÕES INFINITAS

Mas logo no primeiro semestre do curso de Publicidade e Propaganda, percebi que ali não era meu lugar. Além disso, era muito exaustivo cursar duas faculdades e não conseguir fazer nenhuma das duas qualidade de presença. Abandonei a Unifacs e permaneci trilhando meu caminho no B.I em Artes. Foram 4 anos intensos de estudos, experimentações e muitas sensações gostosas! O formato de ensino interdisciplinar ampliou meus horizontes, tranquilizou minha inquietação e deixei de me sentir tão estranha, rs. Fui acolhida e abracei minhas curiosidades várias. Pude explorar e vivenciar esse corpo criativo em outras superfícies e de outros jeitos.

Meu ateliê passou a ser no quartinho dos fundos aqui de casa. Realizei o sonho de ter uma parede amarela! Aos poucos, pude investir em novos materiais, cartões de visita de verdade, fotos melhores, impressora e scanner. 

 

Nesse tempo, participei de feiras e eventos com minhas personalizações. Garrafas, mandalas em vinis, caixas, shapes de skate, pranchas de surf, móveis... tudo que fosse possível. Comecei a fazer alguns adesivos para colar em lugares públicos e me interessei bastante por manifestações artísticas urbanas. Aprendi a fazer encadernação artesanal. Me  encantei pela cerâmica. Ilustrei os livretos do Poesia em Trânsito, que muita gente recebeu nos ônibus, praças e escolas de Salvador. Também fiz os desenhos para a Cartilha dos Calouros do BI, a convite de uma das professoras do curso. Tive uma arte publicada na Revista Farpa. Fiz uma publicação independente caseira, o Dicionário dos Sentimentos. Participei dos coletivos PAM Cardume Voador, ambos envolvendo música e artes visuais. Criei a Rede Artística Feminina de Salvador, um grupo que funcionava no facebook para divulgação, trocas e catalogação de mulheres artistas na cidade. Comecei a fazer pinturas corporais para ensaios fotográficos. Ministrei minhas primeiras oficinas de mandalas e encadernação. Comecei a fazer algumas pinturas tímidas em paredes.

2018 e 2019

FECHAR CICLOS E APRENDER SOBRE O CRESCIMENTO

Em 2018, encerro a graduação e continuo trabalhando de casa. Dessa vez, meu ateliê veio ocupar um cômodo que vagou com a mudança de meu irmão. A ocupação de um espaço maior, mais iluminado e mais ventilado refrescou minhas ideias e intenções. Nesse ano, decido me despedir do nome Traçando Estúdio Criativo e usar o meu próprio nome. Isso mudou a forma como me posicionava nas redes e trouxe ótimos presentes. Foi um processo de metamorfose e ressignificação do meu nome.

Em 2018, estudei bastante sobre lettering e ministrei algumas oficinas. Experimentei um pouco de estamparia, mas não fui muito longe. Mergulhei de cabeça mesmo no muralismo e nas colagens. Ministrei o primeiro Lab Criativo de Colagem no Dia Mundial da Criatividade, que aconteceu na Escola de Belas Artes da UFBA. também fui selecionada como uma das 365 mulheres inspiradoras do projeto Todo Dia Delas, do Huffpost em parceria com a C&A. 

Em 2019, inicio a minha segunda formação, dessa vez em Empreendedorismo, pela Escola Cafeína. Momento importante para organizar de forma mais técnica, com bases mais sólidas, o que eu vinha fazendo de forma muito intuitiva e sem os conhecimentos aprofundados. Mais uma chance de olhar para meu trabalho e ressignificar algumas coisas. 

 

Nesse mesmo ano, encerro minhas atividades com o serviço de lettering e personalizações que ainda fazia. Reestruturei algumas ideias e abri mão de outras. Abracei as mudanças e foi um ótimo período de desapegos e transformações.

2020 começou com mais uma edição do Lab Criativo de colagem e com pintura na parede do meu ateliê. Pouco tempo depois, entramos em isolamento. Senti medo e me preocupei muito com meu trabalho, mas me mantive em movimento. 

Abri a loja online e comecei a fazer colagens personalizadas sob encomenda. Isso foi o que me manteve ativa durante esse período. Nesse meio tempo, tive chikungunya e fiquei 4 meses sentindo dores intensas nas articulações das mãos principalmente. Precisei desacelerar e repensar alguns fazeres e processos criativos.

Nesse momento pandêmico, nasce a Liga Baiana de Colagem, acervo virtual de divulgação de colagem baiana, projeto que me trouxe muitas alegrias, incluindo uma exposição de 10 artistas em duas estações de metrô em Salvador. Também vem ao mundo meu projeto com meu pai, Os Discos Voadores, uma loja online de discos de vinil. Fiz um trabalho para ilustrar uma matéria na revista Marie Claire Brasil e fui entrevistada pelo Inspi Blog  e pelo Jornal A Tarde. 

Aos poucos e seguindo os protocolos de segurança, fui voltando com os murais. Em outubro, lanço a Arca da Tesoura, produto-experiência que foi muito bem recebido! Em dezembro, sou uma das selecionadas para ter uma arte estampada na empena de um prédio no Festival Concreto, em Fortaleza.

Acabou sendo um ano intenso de trabalho, aprendizados e saudades.

2020

CRIATIVIDADE NA PANDEMIA